Apesar de externar o desejo, o ex-presidente Lula ouviu do aliado socialista – gentilmente – que a retirada de sua movimentação não estaria sendo colocada em discussão no PSB e que qualquer definição sobre 2014 seria precipitada. Eduardo deixou claro que não seria estratégico para seu partido retirar “o bloco da rua”.
O governador quer manter a animação dos correligionários com a elaboração de um programa de governo e, principalmente, com a conquista de novos filiados, já que o prazo para mudança de partido se encerra em menos de dois meses – para que os postulantes possam disputar a eleição em 2014, a legislação eleitoral estabelece o calendário de novas filiações até 5 de outubro.
Diante do que foi dito, Lula e Eduardo combinaram, então, de voltar a conversar em um segundo encontro reservado, após o prazo de filiação partidária. Por entender que o ex-presidente é uma das peças mais importantes do xadrez eleitoral do próximo ano, o governador ressaltou a relação pessoal que mantinham como principal argumento para os próximos diálogos. Os dois seguirão “trocando sinais” até o momento de definição do jogo eleitoral. Assim, no último dia 14, o ex-presidente aproveitou para afagar publicamente o pernambucano, ao dizer que não vê Eduardo “em dívida” com ele e frisando que respeitará sua decisão de disputar à Presidência da República, caso se a postulação se concretize.
Desfazendo o clima que mais irritou Eduardo durante a disputa eleitoral do ano passado – quando foi chamado pelo PT de Pernambuco de “traidor” –, Lula disparou: “Ele tem maioridade, tem um partido político, portanto não se trata de alguém trair alguém”.Ontem, após uma palestra em São Paulo, Eduardo seguiu direto para Maceió (AL), onde participa, hoje, a reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
fonte:ne10




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